08 de janeiro: ALBA aprova audiência para discutir condições dos presos

Assembleia da Bahia aprova audiência pública sobre saúde e direitos dos presos baianos detidos após os atos de 8 de janeiro

Foto dividida em duas partes: à esquerda, o deputado estadual Diego Castro (PL-BA) fala ao microfone em plenário; à direita, manifestantes vestidos de verde e amarelo participam dos atos de 8 de janeiro em Brasília, em frente a um prédio público.
Deputado Diego Castro (PL-BA) propôs audiência na ALBA sobre os presos do 08 de janeiro

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou, na terça-feira (19), um requerimento do deputado estadual Diego Castro (PL) para a realização de uma audiência pública destinada a debater as condições de saúde física e mental dos baianos presos após os atos de 8 de janeiro de 2023.

Presidente da Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos, Castro comemorou a aprovação e classificou a medida como “uma vitória histórica, mesmo diante da maioria de esquerda” na Casa. Segundo ele, a iniciativa tem dupla finalidade: promover o debate público e possibilitar uma visita técnica aos custodiados.

— Estamos falando de cidadãos de bem, trabalhadores, pais e mães de família que têm enfrentado penas desproporcionais e condições desumanas de encarceramento. Essa não é uma questão ideológica, mas humanitária. Todos merecem o devido processo legal e o respeito aos direitos humanos — declarou o parlamentar em vídeo publicado nas redes sociais.

Diego Castro recordou que foi um dos primeiros parlamentares do país, ao lado do deputado federal Capitão Alden (PL-BA), a visitar os detidos na Papuda e na Colmeia, em Brasília (DF), logo após as prisões. Desde então, tem atuado na denúncia de supostos abusos e na defesa da anistia para o que chama de “presos políticos”.

O deputado afirmou ainda que, assim que a data da audiência pública for definida, convocará a sociedade civil e movimentos conservadores para acompanhar e participar do debate.

— O que pedimos é simples: justiça, proporcionalidade e respeito à dignidade humana. Não podemos dar as costas a essas pessoas. Seguiremos firmes até o fim — concluiu.

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