
Entre janeiro e agosto deste ano, os serviços de emergência da Bahia receberam mais de 3,2 milhões de chamadas, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Desse total, 210.441 eram trotes, o que representa 6,4% das ligações feitas ao Centro Integrado de Comunicações (Cicom), responsável por atender as centrais da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. Como aponta a CNN.
Na capital e na Região Metropolitana de Salvador, o índice de chamadas falsas é ainda mais elevado: 8,2%. Já no interior do estado, os trotes representaram 5,6% do total de registros.
Período de férias aumenta ocorrências
De acordo com a SSP-BA, janeiro e junho — meses de férias escolares — foram os períodos com maior volume de trotes, respondendo por quase 7% das ligações recebidas.
Autoridades reforçam que a prática compromete diretamente o atendimento de ocorrências reais.
“Quando direcionamos recursos para uma ocorrência falsa, podemos estar deixando de atender situações reais. É algo que parece brincadeira, mas o resultado é extremamente perigoso”, alertou a capitã da Polícia Militar Priscila Lemos, da Superintendência de Telecomunicações da SSP.
Além de colocar vidas em risco, passar trote para serviços de emergência é crime. A legislação prevê multa e até três anos de prisão para quem interrompe ou atrapalha serviços de utilidade pública.

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