Mãe atípica pede silêncio e respeito dos vereadores na Câmara

Tatiane Souza cobrou atenção e respeito dos vereadores durante sessão e reivindicou políticas públicas para crianças com autismo.

Tatiane Souza, mãe atípica, fala no plenário da Câmara Municipal de Salvador, pedindo silêncio e atenção dos vereadores.
Tatiane Souza cobra respeito e políticas públicas para crianças autistas durante sessão na Câmara Municipal de Salvador.

Nesta segunda-feira (01), o início da sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador foi marcado pelo desabafo de Tatiane Souza, mãe atípica e presidente do Centro Palmares de Estudos. Durante sua fala no plenário, ela pediu silêncio e respeito aos vereadores, que não prestavam atenção ao seu discurso.

Aqui nesta mesa está falando uma mãe atípica com uma criança autista, eu gostaria de respeito na minha fala”, destacou Tatiane, chamando atenção para a necessidade de escuta às famílias que convivem com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

No plenário, Tatiane cobrou:

  • o cumprimento da Lei Berenice Piana (nº 12.764/2012), que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA;
  • melhor preparação das escolas municipais para receber crianças autistas;
  • a implementação efetiva do PEI (Plano Educacional Individualizado);
  • acessibilidade nas salas de aula, com materiais adaptados;
  • atenção à alimentação adequada, considerando a seletividade alimentar comum em crianças autistas;
  • fornecimento de medicação e atendimento médico de qualidade, com prioridade para pessoas com TEA, conforme a Lei 15.626/2023.

“Não estamos pedindo privilégios, estamos cobrando o mínimo: a garantia de cada criança, adolescente e jovem com deficiência ter acesso à escola e permanecer em condições iguais”, afirmou.

Momento em que Tatiane cobra atenção

Tatiane também destacou a importância do cuidado e assistência às mães atípicas, e criticou a falta de atenção dos vereadores:

“Aqui é a casa do povo, eu quero que vocês me ouçam… nossos filhos estão sem medicação, estão fora da escola. Eu tenho que gritar com uma criança atípica do lado porque vocês não respeitam uma mãe atípica falando”, concluiu.

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