Projeto prevê bebedouros em praças públicas de Salvador

Vereadora Marta Rodrigues propõe lei para instalação de bebedouros em praças de Salvador como resposta às ondas de calor na cidade.

Montagem mostra bebedouro instalado em praça arborizada e a vereadora Marta Rodrigues falando ao microfone durante sessão.
Vereadora Marta Rodrigues (PT) propõe lei para instalar bebedouros em praças de Salvador.

A vereadora Marta Rodrigues (PT) apresentou à Câmara Municipal de Salvador o Projeto de Lei nº 241/2025, que determina a instalação de bebedouros em praças públicas da capital baiana.

Segundo a vereadora, o projeto surge em meio às discussões sobre emergência climática e busca oferecer alternativas para enfrentar as ondas de calor cada vez mais intensas.

De acordo com o texto, todas as novas praças e obras de reforma deverão incluir infraestrutura para bebedouros, seguindo critérios técnicos de conforto térmico e fluxo de pessoas.

Até que haja regulamentação específica, os projetos deverão contar com parecer técnico que avalie índices de desconforto térmico e estime o público diário, podendo recomendar a instalação imediata dos equipamentos.

A vereadora argumenta que Salvador vive um processo de urbanização marcado pela retirada de árvores, redução de áreas verdes e aumento da concretagem, o que, segundo ela, agrava os efeitos do calor extremo.

“Salvador não tem mais suas fontes e a hidratação da população é essencial. As pessoas precisam ter o acesso gratuito à água para beber”, afirmou.

Marta Rodrigues também citou exemplos de outras cidades brasileiras que já adotaram medidas semelhantes. Em Belo Horizonte, bebedouros e pontos de banho foram reforçados para atender principalmente a população em situação de rua após recordes de temperatura. Em Curitiba, vereadores propuseram bebedouros para animais, e no Rio de Janeiro tramita projeto semelhante, de autoria da vereadora Monica Benício (PSOL).

Para a parlamentar, a medida representa um passo de resiliência urbana diante das mudanças climáticas. “Os bebedouros públicos já não são apenas uma questão de conforto, mas de saúde e sobrevivência”, disse.

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