Versão da relatora Rogéria Santos define protocolo do climatério no SUS

Versão sugerida pela relatora, define protocolo clínico no SUS para tratar sintomas do climatério.

Deputada Rogéria Santos discursando na Câmara dos Deputados sobre o protocolo clínico para tratamento do climatério no SUS.
A deputada Rogéria Santos na Câmara

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o parecer da deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA) ao Projeto de Lei 876/25, que prevê a elaboração de protocolo clínico para o tratamento dos sintomas do climatério no Sistema Único de Saúde (SUS).

O texto amplia a proposta inicial, permitindo a adoção de diferentes abordagens terapêuticas, inclusive hormonais, conforme a Lei Orgânica da Saúde. As diretrizes deverão orientar o cuidado às mulheres, incentivar o uso racional de medicamentos e qualificar o atendimento. A escolha da terapia caberá ao médico responsável, de acordo com a avaliação clínica de cada paciente.

O projeto é de autoria da deputada Ana Paula Lima (PT-SC) e, em sua versão original, previa apenas a oferta de tratamento hormonal no SUS.

“O tratamento dos sintomas do climatério busca ofertar terapias com base na melhor evidência científica disponível, em análises de custo-efetividade e no debate com a sociedade, fortalecendo a gestão do sistema e a segurança das pacientes. Contudo, poderão ser elaboradas diretrizes clínicas para orientar o cuidado”, afirmou Rogéria Santos.

Climatério

O climatério tem início, em média, aos 40 anos e marca a transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva da mulher. A menopausa corresponde à última menstruação.

Com a queda da produção hormonal, podem surgir sintomas como ondas de calor, distúrbios do sono, alterações de humor e dores articulares. A terapia hormonal é considerada eficaz para aliviar esses sintomas, desde que não haja contraindicações.

O tratamento deve ser individualizado, levando em conta a idade da paciente, a gravidade dos sintomas, o tempo desde a menopausa e fatores de risco, como histórico de doenças cardiovasculares ou câncer de mama.

Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*