
O Jornal O Globo promoveu um debate entre os governadores do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Ambos concordaram que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos é prejudicial ao país, mas divergiram em relação aos rumos do Brasil e ao papel do STF. Durante a discussão, Jerônimo afirmou: “Aquilo que aconteceu no dia 8, Cláudio, foi um desrespeito à democracia.”
O governador baiano atribuiu o tarifaço norte-americano a influências do deputado Eduardo Bolsonaro e à geopolítica do presidente Donald Trump. Segundo ele, a Bahia já sente os efeitos da medida, com contêineres de pescados, mel e frutas retidos, além de prejuízos diretos à indústria de pneus.
“Nós temos três fábricas no estado, que produzem pneus, e 60% dessa produção vai para os Estados Unidos. O impacto é muito grande. E não é só com o Brasil que ele está fazendo isso”, afirmou.
Sobre o 8 de janeiro, Cláudio Castro defendeu a anistia aos envolvidos. “É necessário para o Brasil virar a página”, declarou.
Segurança Pública
Das dez cidades mais violentas do Brasil, cinco estão na Bahia, que também lidera o ranking de facções criminosas no país. Ao comentar a situação, Jerônimo abordou os investimentos do governo estadual em novas delegacias, inteligência, concursos públicos e aquisição de armamentos.
“A sensação da população é que, mesmo que a gente faça, há um ambiente de insegurança. Mas eu sei que não estamos enxugando gelo”, disse.
Jerônimo defendeu ainda a PEC da Segurança Pública, que propõe a reestruturação do setor, a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e a ampliação das competências da União e das polícias federais. Já Castro destacou a necessidade de cooperação: “Se não houver uma verdadeira parceria entre os órgãos, o estado fica sozinho.” Segundo ele, conversas com o governo federal já estão em andamento, mas necessita de melhorias.

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