Relator propõe fim das férias de 60 dias para servidores públicos

Estátua da Justiça em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal em Brasília, sob céu azul com nuvens
Estátua da Justiça localizada na entrada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília

Uma das medidas previstas no parecer do relator Pedro Paulo (PSD-RJ) para a reforma administrativa que está prestes a ser apresentada à Câmara dos Deputados, é o fim das férias de 60 dias concedidas a algumas carreiras do serviço público, como magistrados e membros do Ministério Público. A proposta unifica o direito a 30 dias anuais de descanso para todos os servidores.

Em entrevista à GloboNews, o relator defendeu a medida como um ajuste necessário.

“O direito de 60 dias para muito pouco servidores, nós estamos falando de cerca de 30 mil, não chega a 0,3% do total de servidores públicos, do universo de quase 12 milhões. Igualar isso é algo que parece justo” afirmou.

No Brasil, atualmente, o benefício de 60 dias é garantido principalmente a integrantes do Judiciário e do Ministério Público, em âmbito federal e estadual. 

A justificativa para o privilégio está ligada à carga de trabalho e à responsabilidade dessas funções, além do argumento de que tais profissionais poderiam alcançar salários maiores no setor privado.

Além dessas categorias, procuradores estaduais e defensores públicos de alguns estados também têm direito ao benefício, dependendo da legislação local.

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