
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu não comparecer ao julgamento do chamado plano de golpe, que terá início nesta terça-feira (2) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada à CNN pelos advogados Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno.
Segundo a defesa, Bolsonaro gostaria de estar presente, mas questões de saúde pesaram na decisão. Em prisão domiciliar, o ex-presidente optou por acompanhar as sessões pela televisão.
Ele pode ser condenado a mais de 40 anos de prisão pela acusação de tentativa de golpe de Estado.
Divisão entre aliados
A possibilidade de Bolsonaro comparecer ao julgamento dividiu opiniões em seu entorno. Advogados, médicos e familiares recomendaram que ele permanecesse em casa devido ao quadro de saúde. Já aliados políticos defendiam sua presença no STF como forma de enviar um recado político.
De acordo com interlocutores, Bolsonaro está sereno às vésperas do julgamento, embora apresente uma forte crise de soluço.
Nesta segunda-feira (1º), recebeu em sua residência a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a parlamentar realizou uma oração pelo ex-presidente.
O julgamento
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e outros sete réus será analisada a partir desta terça-feira (2). Eles são acusados de tentar articular um golpe de Estado em 2022.
O julgamento será realizado ao longo de cinco sessões no STF:
- 2 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h
- 3 de setembro – 9h às 12h
- 9 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h
- 10 de setembro – 9h às 12h
- 12 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h

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