Lula quer reajustar salário mínimo para R$ 1.320 em maio

Presidente Lula da Silva durante entrevista coletiva com o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, no Palácio do Planalto. | Sérgio Lima/Podeer360 30.jan.2023

Defasada desde 2015, a tabela do Imposto de Renda também deve isentar quem recebe até R$ 2.640

Fonte: www.poder360.com.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu que o reajuste do salário mínimo passará dos atuais R$ 1.302 para R$ 1.320 a partir de maio de 2023. A intenção é que o novo aumento coincida com o Dia do Trabalhador, comemorado em 1º de maio. O impacto estimado é de pouco mais de R$ 7 bilhões. Isso porque cada R$ 1 a mais no salário mínimo aumenta em R$ 389,8 milhões os custos do governo.

Em janeiro, o governo havia adiado o anúncio do aumento para R$ 1.320, uma das promessas de campanha de Lula. A equipe econômica sustentava que o custo acima do esperado com aposentadorias e pensões –que têm vínculo com o piso das remunerações do país– limitava o reajuste. O novo valor destoa dos R$ 1.343 propostos pelos sindicatos em reunião com o presidente em 18 de janeiro. O Poder360 apurou que o governo ainda analisa o reajuste na correção da tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física). O Palácio do Planalto defende que a isenção beneficie quem recebe até 2 salários mínimos por mês.

Com o novo valor, alcançaria até R$ 2.640. A promessa de campanha do presidente, no entanto, era subir a faixa de isenção do IR para R$ 5.000. A correção da tabela não é feita desde 2015.

A mudança pode ser feita por meio de Medida Provisória. Pelos valores atuais, quem recebe até R$ 1.903,98 não precisa pagar imposto. Uma projeção da Unafisco Nacional mostra que 9,7 milhões de brasileiros estão isentos do IR em 2023 pelo atual regime. Eis a íntegra (243 KB).

“Qualquer reajuste na tabela do imposto de renda é um alívio, mas a faixa de isenção anunciada de R$ 2.640 não deixa de ser frustrante por ser um ajuste modesto. Esperava-se o cumprimento da promessa de campanha de isentar um maior número de contribuintes”, disse o presidente da Unafisco, Mauro Silva.

RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS Outra proposta que deve ser anunciada nos próximos dias é o programa Desenrola, que diz respeito à renegociação de dívidas. A medida pode atender até 40 milhões de endividados. Na 2ª feira (13.fev.2023), o presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, disse que a iniciativa do Ministério da Fazenda está na “direção certa”. “Acho que o programa é muito bem-vindo. Eu não conheço os detalhes, mas acho que está na direção certa”, declarou durante entrevista ao “Roda Viva”, da TV Cultura.

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